Seguro Auto no Brasil 2026
O seguro auto no Brasil oferece prêmios de R$ 45,2 bilhões em 9 meses de 2025 e indenizações de R$ 35,6 bilhões em 2025. Fale com a Sofia da ConsegSeguro.

Por André Candido — Sócio · Diretor Comercial, ConsegSeguro (corretora SUSEP 202040149).
Revisado por André · Conteúdo informativo (não substitui consulta a corretor habilitado).
Resposta rápida: O Brasil movimentou R$ 45,2 bilhões em prêmios de seguro auto nos primeiros nove meses de 2025, com indenizações de R$ 35,6 bilhões em 2025, segundo a Conjuntura CNseg n. 128 (dez/2025). A sinistralidade ficou em 59,8%, refletindo o custo crescente de reparos. Para Brasília, o seguro é 100% facultativo desde a extinção do DPVAT pela LC 211/2024 — a contratação depende exclusivamente da decisão do proprietário.
O Tamanho do Mercado de Seguro Auto no Brasil
O seguro de automóvel é um dos maiores ramos do mercado segurador brasileiro. Nos nove primeiros meses de 2025, o setor registrou R$ 45,2 bilhões em prêmios emitidos, crescimento de 6,1% sobre o mesmo período de 2024, segundo o Conjuntura CNseg n. 128 (dez/2025). No mesmo intervalo, as indenizações pagas somaram R$ 26,2 bilhões, alta de 4,8%. Ao fechar o ano de 2025, o total de indenizações atingiu R$ 35,6 bilhões — e só no primeiro bimestre de 2026 já foram desembolsados R$ 6 bilhões em pagamentos às vítimas de sinistros, conforme divulgação CNseg/FenSeg no Maio Amarelo 2026.
Esses números revelam um mercado robusto, mas também um setor que precisa equilibrar risco e sustentabilidade. A sinistralidade — relação entre indenizações e prêmios — ficou em varia por administradora — confira no contrato antes de assinar no acumulado janeiro–setembro de 2025, ante varia por administradora — confira no contrato antes de assinar no mesmo período de 2024, uma alta de 0,3 ponto percentual, segundo o Conjuntura CNseg n. 128. Isso significa que, de cada valor de mercado arrecadados em prêmios, quase varia por administradora — confira no contrato antes de assinar retornam ao segurado em forma de indenização — o restante cobre despesas operacionais, comissões de corretagem e margem da seguradora.
Para quem mora em Brasília, no Plano Piloto, na Asa Norte ou na Asa Sul, esses dados nacionais têm reflexo direto no preço da apólice. A capital federal concentra uma frota expressiva de veículos de alto valor agregado — SUVs, sedãs executivos e caminhonetes — o que eleva o custo médio de reparo e, consequentemente, o prêmio cobrado pelas seguradoras. Moradores do Lago Sul, Lago Norte, Sudoeste e Park Way costumam ter veículos com valores FIPE mais altos, o que aumenta tanto a importância segurada quanto o prêmio anual. Já em regiões como Taguatinga, Águas Claras e Ceilândia, a frota é mais heterogênea, refletindo maior diversidade de perfis de risco.
Crescimento Anual e Projeções para 2026
O crescimento de 6,1% em prêmios no período janeiro–setembro de 2025 sinaliza recuperação após anos de volatilidade. Analistas do setor, consultados pela CNseg, estimam que 2026 fechará com crescimento moderado, dependendo de fatores como estabilidade econômica, custo de peças de reposição e índice de sinistralidade. Para proprietários em Brasília que renovam apólices em 2026, espera-se reajuste compatível com a inflação — variável conforme bairro e perfil de risco.
Como é Calculado o Prêmio do Seguro Auto
O prêmio de um seguro auto resulta de uma equação que combina perfil do condutor (idade, sexo, histórico de sinistros), características do veículo (modelo, ano, valor FIPE, potência), localização de pernoite (CEP do Plano Piloto difere do CEP de Taguatinga ou de Águas Claras) e coberturas contratadas. Não existe tabela única: cada seguradora aplica seu próprio modelo atuarial, aprovado pela SUSEP.
Franquia e Escolhas Contratuais
A franquia é outro fator determinante. A faixa de mercado praticada fica entre 5% e 10% do valor FIPE do veículo, sendo uma escolha contratual: franquias reduzidas elevam o prêmio; franquias majoradas reduzem. Não há norma SUSEP fixando percentual mínimo ou máximo — trata-se de convenção de mercado. Um servidor público que mora na Asa Sul pode optar por franquia reduzida (5%) para maior proteção, enquanto um proprietário de carro em Lago Norte com alta renda pode preferir franquia majorada (10%) para reduzir o custo anual.
O Peso do Roubo e Furto na Precificação
O roubo e furto de veículos é uma das principais variáveis de risco no DF. A SUSEP publica o Índice de Veículos Roubados (IVR), que cruza sinistros registrados com a frota exposta de cada modelo. Em recorte consultado em abril/2026, o Chevrolet Onix liderava em números absolutos (9.576 sinistros, frota exposta de 283.449 unidades, índice de 3,378%). É importante notar que o número absoluto favorece modelos com frota grande; o índice proporcional mede o risco real por veículo. O consolidado nacional do primeiro semestre de 2026 ainda não havia sido divulgado até a publicação deste artigo.
Para moradores de regiões com maior incidência de roubo — certas vias de Taguatinga, Ceilândia e entorno do Plano Piloto —, o IVR do modelo escolhido pode encarecer significativamente a apólice. Inversamente, proprietários de veículos em bairros de menor incidência, como Sudoeste ou Park Way, tendem a receber prêmios mais competitivos.
Cobertura Compreensiva Versus Cobertura Básica
Nem todo seguro auto cobre tudo. Entender as diferenças entre planos evita surpresas no momento do sinistro — e é especialmente relevante para quem transita entre o Plano Piloto, Águas Claras, Sudoeste e as cidades do entorno como Valparaíso/GO, Luziânia/GO e Cristalina/GO.
O Que Inclui a Cobertura Compreensiva (Full)
A cobertura compreensiva — popularmente chamada de "full" — reúne, segundo a SUSEP: colisão, roubo/furto, Responsabilidade Civil (RC) por danos a terceiros (materiais e corporais) e Acidentes Pessoais de Passageiros (APP). Adicionalmente, a maioria das apólices inclui assistência 24 horas (guincho, troca de pneu, chaveiro, hospedagem) e carro reserva por período variável (geralmente de 7 a 30 dias durante o reparo), conforme o plano contratado.
Para um servidor público que mora na Asa Sul e usa o carro diariamente para ir ao trabalho no Eixo Monumental, a cobertura full é a mais indicada: ela protege tanto o próprio veículo quanto eventuais danos causados a terceiros no trânsito intenso da Esplanada ou nas vias do Plano Piloto. Um profissional liberal em Lago Norte que viaja frequentemente para o interior de Goiás também se beneficia da cobertura full, que garante assistência em caso de sinistro fora do DF.
Coberturas Acessórias e Opcionais
Além do pacote compreensivo, existem coberturas que podem ser adicionadas à apólice conforme a necessidade do segurado em Brasília. A RC facultativa permite escolher o valor de cobertura para danos materiais e corporais a terceiros — uma proteção essencial em vias movimentadas como o Eixo Rodoviário ou a EPTG, que conecta o Plano Piloto a Taguatinga e Águas Claras. O APP garante indenização a passageiros em caso de acidente. Já a assistência 24h e o carro reserva são coberturas acessórias que variam conforme o plano e a seguradora.
| Cobertura | Inclusa no Full | Opcional/Adicional | Fonte |
|---|---|---|---|
| Colisão | ✓ | — | SUSEP |
| Roubo/Furto | ✓ | — | SUSEP |
| RC Danos a Terceiros | ✓ | Valor escolhido | SUSEP |
| APP (Passageiros) | ✓ | — | SUSEP |
| Assistência 24h | Varia | Pode ser adicional | SUSEP |
| Carro Reserva | Varia (7–30 dias) | Pode ser adicional | SUSEP |
Franquias, Exclusões e Prazos Legais de Indenização
Conhecer os limites da apólice é tão importante quanto contratar o seguro. Esta seção detalha os pontos que mais geram dúvidas entre segurados de Brasília, Lago Sul, Lago Norte e entorno do DF.
Franquia, Exclusões Comuns e Uso por Aplicativo
A franquia é o valor que o segurado arca em caso de sinistro. Como mencionado, a faixa de mercado é de 5% a 10% do valor FIPE — sem norma SUSEP fixando percentual. Franquias reduzidas encarecem o prêmio; franquias majoradas barateiam. Um proprietário em Taguatinga com orçamento apertado pode escolher franquia de 10% para economizar no prêmio mensal, enquanto um executivo do Sudoeste pode preferir 5% para maior conforto em caso de sinistro.
Entre as exclusões mais relevantes está o uso do veículo como transporte remunerado de passageiros sem declaração prévia. O seguro auto de uso particular não cobre sinistros ocorridos durante corridas de aplicativo se esse uso não foi informado na proposta. Caso o segurado agrave intencionalmente o risco sem comunicar a seguradora, pode perder o direito à indenização. Além disso, o segurado tem o dever de comunicar à seguradora qualquer incidente que possa agravar consideravelmente o risco coberto. Motoristas de aplicativo que atuam em regiões específicas devem declarar esse uso na proposta e contratar a cobertura APP para passageiros separadamente.
Prazos Legais: O Que Mudou com a Lei 15.040/2024
O Marco Legal dos Seguros (Lei 15.040/2024), vigente desde 11 de dezembro de 2025, estabelece dois prazos distintos e obrigatórios para contratos celebrados a partir dessa data:
- Art. 86: a seguradora tem até 30 dias para se manifestar sobre a cobertura do sinistro, contados da entrega da documentação completa.
- Art. 87: após o aceite da cobertura, a seguradora tem mais 30 dias para efetuar o pagamento da indenização.
Esses dois prazos são distintos — nunca devem ser comprimidos em "30 dias para análise e pagamento". Para contratos celebrados antes de 11/12/2025, o regime aplicável é o do Código Civil de 2002 (arts. 757 a 802), cujos prazos variam conforme as cláusulas contratuais. Um segurado do Plano Piloto que contratou seguro em outubro/2025 permanece sob o regime do CC 2002; já quem contratou em janeiro/2026 se beneficia dos prazos cogentes da Lei 15.040/2024.
| Regime | Contrato | Prazo Manifestação | Prazo Pagamento | Fonte |
|---|---|---|---|---|
| Lei 15.040/2024 | A partir de 11/12/2025 | 30 dias (art. 86) | +30 dias (art. 87) | Lei 15.040/2024 |
| Código Civil 2002 | Antes de 11/12/2025 | Conforme contrato | Conforme contrato | CC 2002, arts. 757–802 |
A Frota Brasileira e a Baixa Penetração do Seguro
Apesar dos volumes bilionários de prêmios, o seguro auto ainda é um produto subutilizado no Brasil. Estimativa amplamente citada pelo setor, inclusive pela Fenacor, aponta que apenas cerca de 30% dos veículos emplacados no País possuem seguro — trata-se de estimativa de mercado, não de censo oficial.
Isso significa que aproximadamente 70% da frota circula sem proteção, expondo proprietários a riscos financeiros significativos em caso de colisão, roubo ou dano a terceiros. No DF, onde a renda média per capita é superior à média nacional (segundo dados do IBGE), a penetração do seguro tende a ser maior — especialmente em bairros como Lago Sul, Park Way e Sudoeste, onde veículos de alto valor são mais comuns. Já em Ceilândia e Taguatinga, a proporção de veículos sem cobertura pode ser maior, refletindo a estrutura econômica local.
O Fim do DPVAT e o Vácuo de Proteção Obrigatória
Por décadas, o DPVAT (Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) garantia cobertura mínima para vítimas de acidentes de trânsito, independentemente de culpa. Esse cenário mudou: a LC 211/2024, sancionada em 30 de dezembro de 2024, extinguiu o DPVAT ao revogar expressamente a norma anterior antes que ela produzisse efeitos. Hoje, não existe mais seguro de veículo obrigatório no Brasil.
O impacto é direto: vítimas de acidentes causados por veículos não segurados — situação comum em vias do entorno do DF como Luziânia/GO, Formosa/GO e Valparaíso/GO — precisam recorrer a seguradoras privadas ou à Justiça para buscar ressarcimento. Esse vácuo reforça a importância de contratar ao menos a cobertura de RC facultativa. Um proprietário em Águas Claras que antes confiava no DPVAT agora precisa ativar sua consciência sobre a necessidade de seguro privado.
Proteção Veicular Associativa: Não É Seguro
Além do seguro regulado, existe no mercado a chamada proteção veicular associativa (APV), oferecida por associações e cooperativas. É fundamental não confundir os dois produtos: o seguro auto é regulado pela SUSEP (Lei 15.040/2024), com reservas técnicas e garantias legais ao segurado. A proteção veicular historicamente não era seguro nem fiscalizada pela SUSEP.
Em maio de 2026, as Resoluções CNSP 491 e 492 (04/05/2026), decorrentes da LC 213/2025, criaram um marco regulatório para cooperativas de seguro e proteção patrimonial mutualista, sob supervisão da SUSEP. Ainda assim, a distinção regulatória permanece: não se deve equiparar proteção veicular a seguro regulado. Moradores de Taguatinga, Águas Claras e Ceilândia que recebem ofertas de "proteção" devem verificar se o produto é seguro regulado pela SUSEP ou associação mutualista — as garantias são diferentes. A proteção veicular pode ter custos menores, mas carece das garantias legais do seguro.
Telemetria, Rastreadores e Descontos no Prêmio
A tecnologia chegou ao seguro auto e está mudando a forma como as seguradoras precificam o risco — com impacto direto no bolso do segurado em Brasília e no DF.
Como Funciona o Desconto por Rastreador
Rastreadores com monitoramento ativo — instalados em veículos de moradores do Lago Sul, Sudoeste, Plano Piloto e demais regiões do DF — podem gerar descontos no componente de roubo/furto da apólice. A faixa amplamente reportada no mercado é de cerca de 10% a 30% do prêmio, variando por seguradora e modelo de rastreador, segundo o Grupo Tracker. Não há tabela oficial da SUSEP fixando esses percentuais — trata-se de política comercial de cada seguradora.
O desconto é condicionado a rastreador homologado com monitoramento ativo: dispositivos passivos ou baseados apenas em aplicativo geram pouco ou nenhum desconto. Em telemetria comportamental (que analisa aceleração, frenagem e velocidade), a redução média fica próxima de 10%, com tetos maiores raramente atingidos. Um motorista em Asa Norte que instala rastreador ativo pode economizar uma quantia expressiva por ano, dependendo do prêmio base.
Seguro Pay-Per-Use e Telemetria Comportamental
O seguro auto intermitente — também chamado de pay-per-use — é uma modalidade regulamentada no Brasil. A Circular SUSEP 592/2019 reconheceu o seguro com vigência reduzida e acionamento por demanda; a Circular SUSEP 639/2021 flexibilizou o desenho de produtos e coberturas do seguro auto. Insurtechs como Justos e Darwin escalaram esses produtos via Sandbox Regulatório da SUSEP (SUSEP), usando telemetria e geolocalização.
Para moradores de Brasília que usam o carro esporadicamente — por exemplo, servidores do Lago Norte que trabalham em home office e saem apenas nos fins de semana — essa modalidade pode representar economia relevante em relação ao seguro anual tradicional. Um profissional que roda poucos quilômetros por ano em Taguatinga pode economizar uma fração significativa contratando seguro intermitente.
Comparação de Tecnologias e Economias Potenciais
| Tecnologia | Desconto Estimado | Condição | Fonte |
|---|---|---|---|
| Rastreador ativo homologado | 10%–30% do prêmio | Monitoramento ativo contínuo | Mercado (Grupo Tracker) |
| Telemetria comportamental | ~10% (média) | Análise de condução | Mercado (imprensa especializada) |
| Rastreador passivo/app | Pouco ou nenhum | — | Mercado |
| Seguro intermitente (pay-per-use) | Variável por uso | Vigência reduzida | SUSEP |
Caso Ilustrativo: O Seguro Auto de um Servidor do Sudoeste
Este caso é inteiramente fictício, criado para fins didáticos. Não representa situação real de nenhuma pessoa identificável (LGPD, art. 5º, II).
Carlos (exemplo ilustrativo), servidor da Câmara dos Deputados, mora no Sudoeste e usa um SUV médio avaliado em valor expressivo pela tabela FIPE. Ao renovar o seguro em janeiro de 2026, Carlos percebeu que o prêmio havia subido em relação ao ano anterior — reflexo da sinistralidade crescente no ramo auto (59,8% em 9M2025, segundo o Conjuntura CNseg n. 128).
Com o apoio de um corretor habilitado na SUSEP, Carlos revisou a apólice e tomou três decisões: instalou um rastreador ativo homologado, migrou para uma franquia majorada e ajustou o valor de RC para terceiros. O resultado foi uma redução expressiva no prêmio anual sem abrir mão da cobertura compreensiva.
| Item | Antes | Depois |
|---|---|---|
| Cobertura | Compreensiva full | Compreensiva full |
| Franquia | Reduzida (~5% FIPE) | Majorada (~10% FIPE) |
| Rastreador | Não tinha | Ativo homologado |
| Desconto rastreador | 0% | ~15% no componente roubo/furto (estimativa de mercado) |
| Prêmio anual | Valor de referência X | Redução perceptível |
| RC facultativa | Valor inicial | Valor aumentado |
Carlos também atualizou a proposta para declarar que, eventualmente, cede o carro para familiar — evitando o risco de recusa de sinistro por agravamento de risco não comunicado (CC, art. 769). O contrato foi celebrado em fevereiro de 2026, portanto já sob o regime da Lei 15.040/2024: em caso de sinistro, a seguradora tem 30 dias para se manifestar (art. 86) e mais 30 dias para pagar (art. 87).
Segundo Caso: Médica do HRAS em Águas Claras com Risco de Roubo
Este caso é inteiramente fictício, criado para fins didáticos. Não representa situação real de nenhuma pessoa identificável (LGPD, art. 5º, II).
Mariana (exemplo ilustrativo), médica do Hospital Regional da Asa Sul (HRAS), mora em Águas Claras e usa um sedan compacto de valor moderado. Trabalha em regime de plantões irregulares, o que significa que seu carro fica estacionado em diferentes locais — às vezes na garagem de Águas Claras, às vezes na zona de risco próximo ao hospital no Eixo Monumental. Ao contratar seguro em março de 2026, Mariana enfrentou um dilema: cobertura full com franquia reduzida (mais cara, mas proteção máxima) ou cobertura básica com RC facultativa (mais barata, mas exposição maior em roubo).
Um corretor da ConsegSeguro recomendou um meio-termo: cobertura compreensiva com franquia moderada, instalação de rastreador ativo com desconto estimado de mercado e APP para passageiros (já que ocasionalmente carona colegas do hospital). O prêmio final ficou abaixo da cotação inicial de cobertura full com franquia reduzida. Mariana também se beneficiou de um seguro intermitente para os dias em que deixa o carro em casa e trabalha em home office — redução adicional no prêmio anual.
| Parâmetro | Cenário Inicial (Full) | Cenário Otimizado | Economia Anual |
|---|---|---|---|
| Cobertura base | Compreensiva full | Compreensiva ajustada | — |
| Franquia | Reduzida (~5% FIPE) | Majorada (~7% FIPE) | +exposição moderada |
| Rastreador ativo | Não | Sim (homologado) | ~15% no roubo/furto |
| Prêmio mensal estimado | Valor inicial | Valor reduzido | Economia mensal |
| APP passageiros | Incluso | Incluso | — |
Mariana contratou o seguro em março/2026, já sob vigência plena da Lei 15.040/2024. Seis meses depois, sofreu um pequeno sinistro (colisão em trânsito). A seguradora se manifestou em prazo adequado (dentro do prazo de 30 dias do art. 86) aceitando a cobertura, e pagou a indenização em prazo adequado após o aceite (dentro do prazo de 30 dias do art. 87). O processo foi rápido e transparente.
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Bônus por Histórico e Classe de Risco
O sistema de bônus é um dos mecanismos mais eficientes para reduzir o custo do seguro ao longo do tempo — e pouco explorado por segurados de Brasília que trocam de seguradora a cada renovação sem transferir o histórico.
Como Funciona a Escala de Bônus
O seguro auto brasileiro adota classes de bônus crescentes por anos sem sinistro. A escala e os descontos variam por seguradora — não há tabela única fixada pela SUSEP —, mas a lógica é uniforme: quanto mais anos sem acionar o seguro, maior a classe de bônus e menor o prêmio. Moradores do Park Way, Lago Sul e Lago Norte que possuem veículos há vários anos sem sinistros acumulam bônus que podem representar descontos relevantes — às vezes de uma fração significativa do prêmio base.
O erro mais comum entre segurados de Taguatinga, Águas Claras e Plano Piloto é não transferir o bônus ao trocar de seguradora. O histórico é portável: ao cotar em outra empresa, informe a classe atual e solicite que ela seja reconhecida na nova apólice. Um proprietário com vários anos sem sinistro pode perder descontos acumulados se não comunicar essa informação ao novo segurador.
Perfil do Condutor e Impacto no Prêmio
Além do bônus, o perfil do condutor principal — e dos condutores eventuais declarados — influencia diretamente o prêmio. Jovens condutores (abaixo de 26 anos) pagam prêmios mais altos por estatística atuarial. Condutores com histórico limpo e acima de 30 anos tendem a ter prêmios menores. Para famílias do Lago Norte, Asa Norte ou Sudoeste que compartilham o veículo com filhos universitários, declarar todos os condutores é obrigatório — omitir um condutor frequente pode configurar agravamento de risco não comunicado (CC, art. 769).
Um casal em Ceilândia com filhos pode ter prêmios significativamente diferentes conforme declare apenas o pai (condutor principal) ou ambos os pais e um filho mais velho (condutor eventual). A transparência evita problemas na regulação de sinistros e na cobertura do seguro.
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Perguntas Frequentes
Qual é o prazo para a seguradora analisar meu sinistro de auto em Brasília?
Conforme a Lei 15.040/2024 (Marco Legal dos Seguros), a seguradora tem até **30 dias** (art. 86) para se manifestar sobre a cobertura do sinistro — ou seja, aceitar ou recusar a indenização. Este é o primeiro prazo. Após o aceite da cobertura, a empresa tem mais **30 dias** (art. 87) para efetuar o pagamento da indenização. São dois prazos distintos e sucessivos, totalizando até 60 dias no máximo. Esse direito vale para todos os segurados no DF, independentemente de região (Asa Sul, Lago Sul, Taguatinga, etc.).
Por que o seguro auto em Brasília é mais caro para modelos como Chevrolet Onix?
O Chevrolet Onix lidera o Índice de Veículos Roubados (IVR) da SUSEP com índice de 3,378% (dados de abril/2026). Modelos com alta incidência de roubo/furto recebem prêmios maiores porque representam maior risco à seguradora. No DF, especialmente em regiões como Taguatinga e Águas Claras, essa incidência impacta diretamente o cálculo do prêmio. A seguradora usa o IVR proporcional (não o número absoluto) para medir o risco real por veículo, ajustando coberturas e franquias conforme o modelo e a zona de circulação.
O DPVAT ainda é obrigatório para rodar em Brasília?
Não. O DPVAT foi extinto pela Lei Complementar 211/2024, sancionada em 30 de dezembro de 2024. Portanto, não existe mais seguro de responsabilidade civil obrigatório no Brasil. No entanto, é altamente recomendável manter cobertura de **Responsabilidade Civil Facultativa** em sua apólice de seguro auto para proteger seu patrimônio em caso de acidente onde você seja responsável por danos a terceiros — especialmente importante para moradores do Plano Piloto e profissionais liberais que circulam diariamente em Brasília.
Como transferir meu bônus de seguro ao trocar de seguradora em Brasília?
O histórico de bônus é portável entre seguradoras. Ao cotar seguro em outra empresa, informe sua classe de bônus atual (exemplo: "classe 10 com 5 anos sem sinistro") e solicite reconhecimento na nova apólice. A maioria das seguradoras aceita essa transferência desde que você comprove o histórico junto à seguradora anterior — geralmente via certificado ou extrato. Não transferir o bônus é um erro que pode custar centenas de reais por ano. Nossos corretores na ConsegSeguro facilitam esse processo para garantir que você não perca benefícios acumulados.
Qual cobertura é mais importante para um servidor público ou profissional liberal em Brasília?
Para servidores e profissionais liberais no DF, recomenda-se priorizar: **Responsabilidade Civil Facultativa** (proteção contra danos a terceiros), **Cobertura Compreensiva** (roubo/furto, especialmente em áreas de maior incidência como Taguatinga) e **Assistência 24h**. A franquia deve ser compatível com sua renda — quanto maior a franquia, menor o prêmio. Moradores de Lago Sul e Sudoeste podem optar por coberturas mais básicas se a região tem menor índice de sinistros, enquanto Asa Norte e Asa Sul exigem análise caso a caso. Consulte um corretor para seu perfil específico.
Qual é o impacto do Marco Legal dos Seguros (Lei 15.040/2024) na minha apólice auto?
O Marco Legal, vigente desde 11 de dezembro de 2025, estabeleceu prazos vinculantes para as seguradoras: até **30 dias** para se manifestar sobre a cobertura (art. 86) e mais **30 dias** para pagar a indenização após aceite (art. 87). Também reforçou direitos do consumidor em caso de sinistro, exigindo transparência e documentação clara. Para segurados em Brasília, isso significa maior segurança jurídica e previsibilidade. Se a seguradora não cumprir esses prazos, você tem direito a reclamação junto à SUSEP e possível indenização por mora.